Não gostava de nada. Vai ver eu estava com medo. É isso: eu tinha medo. Eu queria ficar sozinho num quarto com a janela fechada. Fiquei curtindo essa ideia. Eu era um trambolho. Eu era um lunático.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Antes de dormir meu pai me dava um beijinho e dizia “um dia você vai se apaixonar, e um peãozinho qualquer vai levar a minha princesa de mim”, e eu teimava em responder que não um peãozinho qualquer, mas sim um príncipe.
Mas agora, sem idade pra beijinhos do pai antes de dormir, voltei a acreditar que existe príncipe. Veja só se pode!
Você apareceu e fez ressurgir a menina boba que acreditava em amor eterno. Você é o príncipe que apareceu para levar-me do meu pai. Eu que sempre achei que um cara como você nunca iria aparecer na minha vida, muito menos se apaixonar por mim. A estranha que trocava amigos e baladas, por livros e boa musica, Que preferia se trancafiar em seu mundo perfeito. Eu, que não era princesa há muito tempo, precisava ficar a sua altura. Entrei na academia, aprendi cozinhar, comecei a ler sobre politica e até comecei a entender futebol. Mas que boba. Que pensamento bobo esse meu. Achar que existe príncipe nessa porra de mundo. Você não me levou embora do meu pai, mas levou de mim a princesa que havia ressurgido. Hoje só restou essa mulher aqui, fria e calculista, que prefere seus livros e boa musica e que não tem nada de princesa. Dane-se! Teria sido fatal uma princesa vivendo nesse mundinho de merda.
Luiza Rocha
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